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Confirmada em São Paulo, Elize Maia compara vida de modelo ao vôlei

Fabiana Claudino, Luciane Escouto, Gabi, Mari Paraíba. O vôlei está repleto de atletas que deram um tempo nas quadras para se aventurar pelas passarelas de moda e capas de revista. Mas o caminho inverso também já aconteceu. Esse é o caso da capixaba Elize Maia, que há nove anos interrompeu uma bem-sucedida carreira de top model para se dedicar por completo à paixão pelo vôlei de praia.

Na próxima semana, Elize e a parceira Fernanda Berti largam no qualifying do Grand Slam de São Paulo, etapa do Circuito Mundial que será disputada em uma arena montada no Parque Villa-Lobos. A ex-modelo de 29 anos, que jogou a temporada passada do Circuito Brasileiro ao lado de Renata, não esconde o entusiasmo pela oportunidade de competir entre atletas de renome mundial, e aposta no carinho do público brasileiro para tentar avançar na competição.

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Mosaico Top Model Elize (Foto: JGD Sport / Divulgação)

- O nosso objetivo é passar por esse qualifying, porque é uma grande oportunidade poder disputar um Grand Slam do Circuito Mundial em casa. Tem uma energia diferente. A torcida é mais calorosa, e muitas vezes conta como um "terceiro jogador". Eu tenho certeza de que eles vão nos ajudar muito a dar aquela força, e empurrar a gente durante a partida - disse Elize.

Apesar das diferenças aparentes entre o vôlei de praia e a vida de modelo, a bela capixaba consegue traçar muitos paralelos entre as duas profissões. Além da rotina frenética e dos extensos cuidados com a saúde e a forma física, Elize aponta o comprometimento e a ousadia como características que ajudam os profissionais das duas áreas a se destacarem.

É preciso ter uma atitude, um diferencial na hora de desfilar ou fotografar. Isso também acontece no vôlei de praia"
Elize Maia

- Na moda, você também depende muito do seu físico, então precisa estar sempre bem com o seu corpo. Mas não adianta você ser simplesmente bonita. É preciso ter uma atitude, um diferencial na hora de desfilar ou fotografar. Isso também acontece no vôlei de praia. Além de você estar bem fisicamente, você precisa ter uma atitude diferente. É preciso mostrar aquela dose de ousadia extra na hora de desfilar ou disputar um campeonato - refletiu a capixaba.

A carreira nas passarelas deu a Elize a oportunidade de conhecer muitos países e culturas diferentes. Dos 15 aos 20 anos, ela representou a beleza brasileira em desfiles de grifes internacionais e morou em cidades como Hong Kong, Nova York e Paris. Quando voltou a Vitória, teve contato com o vôlei de praia e, após participar do projeto de renovação de atletas criado pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), acabou se apaixonando definitivamente. A jogadora admite ter saudades da antiga carreira, mas coloca o esporte como prioridade.

Mosaico Elize Maia vôlei (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

- Eu sinto muita saudade de desfilar, porque foi uma época muito boa da minha vida. Pude conhecer muitos lugares, morei no Japão, nos Estados Unidos, na China e na França, que são lugares completamente diferentes. Mas eu posso dizer que hoje estou mais feliz. Eu ainda faço um trabalho ou outro na moda, mas a minha prioridade é mesmo o vôlei. Quero me dedicar ao máximo e brigar por uma vaga entre as melhores atletas do meu país - afirmou Elize.

Além de Elize e Fernanda Berti, a dupla Thiago e Oscar representará o Brasil no qualifying do Grand Slam de São Paulo. O país terá mais oito duplas na competição, quatro em cada naipe: Bruno Schmidt/Pedro Solberg, Ricardo/Álvaro Filho, Alison/Emanuel, Evandro/Vitor Felipe (com wild card), Talita/Taiana, Maria Clara/Carol, Lili/Bárbara Seixas e Ágatha/Maria Elisa (com wild card). Os confrontos no Parque Villa-Lobos serão realizados entre os dias 8 e 13 de outubro.

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